O governo federal inicia nesta semana o Desenrola MEI, programa voltado à regularização de débitos inscritos na Dívida Ativa da União de microempreendedores individuais (MEIs). A iniciativa oferece condições facilitadas de pagamento, com descontos em juros e multas e parcelamento de longo prazo, buscando reduzir a inadimplência e ampliar o acesso dos pequenos negócios ao crédito.
A adesão poderá ser realizada entre 6 de julho e 30 de setembro, por meio do portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Segundo o governo, aproximadamente 3,5 milhões de MEIs poderão ser beneficiados.
Quem pode aderir ao Desenrola MEI?
O programa é destinado aos microempreendedores individuais que possuem débitos inscritos em Dívida Ativa da União de até R$ 20 mil.
A renegociação contempla dívidas administradas pela PGFN e busca facilitar a regularização fiscal dos pequenos empresários, permitindo que mantenham a empresa ativa e recuperem o acesso a benefícios como emissão de certidões negativas e linhas de crédito.
Quais são as condições oferecidas?
O Desenrola MEI prevê condições diferenciadas para negociação dos débitos, incluindo:
- parcelamento em até 145 meses;
- descontos de até 70% sobre juros, multas e encargos;
- condições especiais para débitos inscritos há mais de um ano;
- parcela mínima de R$ 25.
Os percentuais de desconto e o número de parcelas poderão variar conforme a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte, observadas as regras da PGFN.
Como fazer a negociação?
Os interessados deverão acessar o portal Regularize utilizando uma conta Gov.br.
Após o login, será possível consultar os débitos disponíveis para negociação, escolher a modalidade de parcelamento e emitir o documento para pagamento da primeira parcela. A adesão deverá ser realizada até 30 de setembro.
Atualização do Simples Nacional segue em discussão
Embora tenha encaminhado a proposta de reajuste do MEI, o governo não incluiu mudanças nos limites de faturamento das microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) optantes pelo Simples Nacional.
O tema continua em debate na Câmara dos Deputados, onde parlamentares defendem uma atualização mais ampla das faixas de enquadramento do regime simplificado, argumentando que os valores atuais acumulam perdas inflacionárias e já não refletem a realidade econômica dos pequenos negócios.