Golpe do MEI: cobranças falsas e promessas de crédito colocam empreendedores em risco
Com cerca de 16 milhões de microempreendedores individuais no Brasil, fraudes envolvendo boletos falsos e mensagens enganosas crescem e acendem alerta para quem está começando um negócio
Por Em Pauta SC
Publicado em 04/08/2026 19:48
Seu bolso

Os golpes contra microempreendedores individuais (MEIs) têm se multiplicado à medida que cresce o número de empresas formalizadas no país. O Brasil reúne cerca de 16 milhões de MEIs, responsáveis por mais da metade das empresas ativas, cenário que também desperta o interesse de criminosos especializados em aplicar fraudes por meio de boletos falsos, cobranças inexistentes e links maliciosos.

 

Segundo levantamento da plataforma MaisMei, as reclamações sobre golpes envolvendo a categoria cresceram 400% em um ano, evidenciando o avanço desse tipo de crime.

 

Entre as fraudes mais comuns estão os boletos enviados por e-mail, WhatsApp e até pelos Correios com cobranças de supostas taxas de registro, regularização ou renovação do CNPJ. Também são frequentes mensagens informando pendências na Declaração Anual do MEI, multas inexistentes ou até ameaças de cancelamento da empresa. 

 

O governo federal alerta que essas comunicações são falsas e reforça que as obrigações do MEI devem ser consultadas apenas pelos canais oficiais. 

 

Falsas ofertas

 

Além dos boletos fraudulentos, a Receita Federal também alerta para golpes praticados por meio de links enviados por e-mail, SMS e aplicativos de mensagens.

 

Os criminosos utilizam páginas falsas que imitam o ambiente oficial para induzir o empreendedor a informar CPF, CNPJ, senhas e dados bancários ou instalar programas maliciosos no celular e no computador.

 

A orientação é acessar diretamente os portais oficiais da Receita Federal e do Governo Federal digitando o endereço no navegador, em vez de utilizar links recebidos por mensagens.  

 

Atenção aos sinais


Mensagens enviadas por WhatsApp, SMS ou e-mail cobrando pagamentos urgentes ou pedindo para clicar em links devem ser vistas com desconfiança.

 

Além do prejuízo financeiro, os golpes podem resultar no roubo de dados pessoais, acesso a contas bancárias, redes sociais e até à conta Gov.br do empreendedor. 

 

Como se proteger

 

A recomendação é nunca compartilhar CPF, CNPJ, senhas, códigos de autenticação ou dados bancários sem confirmar a identidade do solicitante. 

 

Em caso de dúvidas, o empreendedor deve procurar atendimento no Sebrae ou em uma Sala do Empreendedor antes de efetuar qualquer pagamento.

 

De acordo com o governo federal, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) deve ser emitido exclusivamente pelos canais oficiais, e qualquer cobrança diferente dessa deve ser verificada antes do pagamento.

 

A orientação é que os microempreendedores utilizem apenas plataformas oficiais para consultar obrigações fiscais e manter o CNPJ regular, reduzindo o risco de cair em fraudes. 

 

Comentários

Chat Online